Friday, November 27, 2009

O Fim do Mundo?



Ontem (11 de novembro de 2009) recebi o telefonema de um amigo que estava preocupado com o fim do mundo por causa do filme de Roland Emmerich, que coloca o tempo do fim em 21 de dezembro de “2012” (nome do filme). A data é sugerida por um Calendário da civilização Maia (cultura mesoamericana pré-colombiana).


A mídia tem aumentado a curiosidade pela ficção ao afirmar que um planeta de nome fictício (Nibiru) “entrará em choque com a Terra”. Basta você acessar o Google, digitar “2012” e encontrará uma enxurrada de “informações” sobre a “nova moda apocalíptica”. Para não cairmos nessa onda de euforia, é importante termos em mente que:


1) O Calendário Maia não é o Calendário de Deus;

2) Um filme que se propõe a ter sucesso de bilheteria por uns bons anos JAMAIS passará DE VERDADE a ideia que o mundo acabará em menos de três anos;

3) O “tempo do fim” na Bíblia é o fim do pecado e das consequências trágicas trazidas à humanidade (a principal, a morte. Ver Romanos 6:23). O “fim” ocorrerá por ocasião da volta gloriosa de Jesus (Apocalipse 1:17; Mateus 24:30, 31; 2 Pedro 3:10-13);

4) O Apocalipse não é sinônimo de catástrofes. O nome grego do último livro da Bíblia significa “Revelação” e, por isso, está relacionado com esperança e não com calamidades, como é passado pelos veículos de comunicação sensacionalistas. É nesses pontos que irei me deter, de maneira breve.

O CALENDÁRIO DE DEUS NÃO É O MESMO UTILIZADO PELOS MAIAS

Não devemos negar a dedicação dos Maias no estudo, especialmente da astronomia. Todavia, o tempo de Deus não é o tempo do ser humano. O “Calendário Divino” que aponta os sinais da volta de Cristo são: o capítulo 24 de Mateus, o capítulo 21 de Lucas e o capítulo 6 do livro do Apocalipse, entre outros. O Calendário de Deus não é numérico, mas, profético.

Portanto, o que os Maias dizem a respeito do fim do mundo deve ser desconsiderado por todo aquele que acredita na Bíblia e que ao menos tem bom senso.

DEUS TEM A HISTÓRIA NAS MÃOS DELE

Daniel 2 e Gálatas 4:4 mostram que os acontecimentos históricos estão nas mãos do Criador. De que maneira? Daniel 2 apresenta com milênios de antecedência o surgimento dos quatro grandes impérios mundiais (Babilônia, Medo-pérsia, Grécia e Roma) e dos países da Europa. Esses reinos e países são representados pelas diversas partes da estátua com a qual o rei de Babilônia sonhou . A grande estátua foi a forma didática de Deus comunicar a ele – e a nós – que só o Criador sabe o futuro e que Ele o tem sob Seu domínio.

Já Gálatas 4:4 nos ensina que Jesus veio pela primeira vez a esse mundo na “plenitude do tempo…” Portanto, se a primeira vinda de Cristo não foi “de qualquer jeito”, sem um planejamento Divino, a segunda vinda (Tito 2:13) também não será! Deus é organizado (1 Coríntios 14:34, 40) e sabe o tempo certo para cumprir Suas profecias que estão intimamente relacionadas com a nossa felicidade.

O TEMPO DO FIM

Biblicamente, o tempo do fim já começou em 1798. Isso é facilmente compreendido quando estudamos a profecia dos 1260 dias em Apocalipse 12:6, aprendemos que a igreja de Deus seria perseguida pelo dragão (Satanás e o império romano, aliado à Roma papal) por 1260 anos. (Em profecia, um dia equivale um ano. Ver Números 14:34 e Ezequiel 4:6, 7. Portanto, 1260 anos). Isso ocorreu de 538 a 1798, quando o general de Napoleão, Bertier, levou preso, da Capela Sistina, o papa Pio XI, dando um fim ao domínio perseguidor papal. O padre Jesuíta Joseph Rickaby disse que, quando o Papa Pio VI faleceu (ficou exilado depois de sua prisão), “a metade da Europa pensou que, junto com o papa morrera também o papado”. (Fonte: Uma Nova Era Segundo as Profecias do Apocalipse, p. 337).

A partir do ano de 1798 entramos no tempo do fim por que o poder papal havia sido “ferido” (Apocalipse 13:3) e também pelo fato de, em 1844 (de acordo com as profecias de Daniel 8:14 e Daniel 9), Deus ter começado Sua obra de avaliar a vida de cada ser humano (juízo antes da volta de Cristo – 1 Pedro 4:17) para mostrar ao universo quem realmente permaneceu fiel a Deus (2 Coríntios 5:10). Leia também Apocalipse 14:6, 7 e verá que Deus nos convida a nos prepararmos “pois é chegada a hora do seu juízo”.

Sendo que já estamos no tempo do fim; e que esse tempo culminará com a volta de Jesus Cristo para acabar com o pecado e a maldade que nos atormenta, não fica difícil entendermos que o mundo de pecado não chegará ao fim por que “um planeta se chocará com a terra”. Depois que todos os seres humanos tiverem oportunidade de se arrependerem dos seus erros e de aceitarem (ou não) o plano de Deus para salvá-los (2 Pedro 3:9), Jesus voltará em glória e majestade: “Quando vier o Filho do Homem na sua majestade e todos os anjos com ele, então, se assentará no trono da sua glória; e todas as nações serão reunidas em sua presença, e ele separará uns dos outros, como o pastor separa dos cabritos as ovelhas; e porá as ovelhas à sua direita, mas os cabritos, à esquerda; então, dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai! Entrai na posse do reino que vos está preparado desde a fundação do mundo.” Mateus 25:31-34.

Para alguns, a volta de Jesus será o fim (Apocalipse 6:14-17).

•Para outros, o começo de uma nova vida (Isaías 25:9; Apocalipse 21:4).

Tudo irá depender das escolhas que fazemos a cada dia.

APOCALIPSE: O LIVRO DA ESPERANÇA

Como afirmei anteriormente, o termo “Apocalipse” significa “Revelação”. Não é um livro de tragédias ou mesmo “lacrado”, mas, a revelação de Deus de que há esperança para nosso mundo. Percebemos a mensagem de esperança do livro em vários textos. Eis alguns:

“Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas: Ao vencedor, dar-lhe-ei que se alimente da árvore da vida que se encontra no paraíso de Deus.” Apocalipse 2:7.

“Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas: Ao vencedor, dar-lhe-ei do maná escondido, bem como lhe darei uma pedrinha branca, e sobre essa pedrinha escrito um nome novo, o qual ninguém conhece, exceto aquele que o recebe.” Apocalipse 2:17.

“Ao vencedor, que guardar até ao fim as minhas obras, eu lhe darei autoridade sobre as nações” Apocalipse 2:26.

“Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas.” Apocalipse 3:13.

“Ao vencedor, dar-lhe-ei sentar-se comigo no meu trono, assim como também eu venci e me sentei com meu Pai no seu trono.” Apocalipse 3:21.

Há motivo para temer um livro tão belo e importante para nossos dias? Claro que não! Mesmo porque a “bendita esperança” (Tito 2:13) que possibilitará o cumprimento dessas promessas (esse bendita esperança é também a mensagem principal do livro) é o retorno de Cristo a esse mundo! Não é por acaso que o apóstolo João finaliza o livro radiante de alegria e cheio de esperança:

“Aquele que dá testemunho destas coisas [Jesus Cristo] diz: Certamente, venho sem demora. Amém! Vem, Senhor Jesus!” Apocalipse 22:20.

PARA O AUTOR DO FILME “2012”, O MUNDO NÃO ACABARÁ NESSE PERÍODO…

De acordo com o site http://dn.sapo.pt/inicio/artes/interior.aspx?content_id=1418115&seccao=Cinema:

“Emmerich anunciou que vai fazer uma continuação para TV de 2012, e mostrar o que aconteceu após a grande catástrofe. O título: 2013” (Grifos acrescentados).

Veja que nem mesmo o autor quer que o mundo acabe em 2012, pois, ele deseja escrever outro roteiro, para mais um filme. Portanto, julgar a criatividade de um profissional como sendo “a Palavra de Deus”; e permitir que qualquer alarme vindo de extremistas nos assuste, é imaturidade espiritual e desconhecimento das Escrituras, que afirmam que “o dia e a hora [da volta de Jesus] ninguém sabe…” (Mateus 24:36).

A falta de estudo da Bíblia e a disposição do ser humano em acreditar em qualquer coisa são fatores decisivos para criar esse tipo de medo desnecessário.

Em todos os momentos de nossa vida, quando “uma revelação nova” é exposta diante de nós, precisamos ser cristãos maduros na fé “Para que não mais sejamos como meninos, agitados de um lado para outro e levados ao redor por todo vento de doutrina, pela artimanha dos homens, pela astúcia com que induzem ao erro.” Efésios 4:14.

Para maiores informações sobre a mensagem do Apocalipse, recomendo a leitura do excelente livro “Uma Nova Era Segundo as Profecias do Apocalipse”, de C. Mervyn Maxwell. Pode ser adquirido com a editora Casa Publicadora Brasileira pelo site www.cpb.com.br ou pelo telefone 0800-979 0606.

Um abraço,

Leandro Quadros.

Bom demais! AGJr. Veja mais em http://www.ofimdomundo.com.br/

Friday, October 23, 2009

Por que as mulheres são tristes? Pesquisa polêmica publicada em "Época"

Um estudo americano de 37 anos ilumina um terrível paradoxo: objetivamente, a vida das mulheres jamais foi tão boa. Subjetivamente, nunca foi pior.



O ano em que a redatora de televisão carioca Claudia Valli nasceu, 1963, foi marcado pelo lançamento de A mística feminina. O livro históricor de Betty Friedan alardeava a frustração feminina por ter apenas os papéis de esposa e mãe e foi um marco no movimento pela emancipação das mulheres. Hoje, prestes a completar 46 anos, Claudia olha sua própria vida e questiona essas conquistas. Ela trabalha oito horas por dia e administra a casa onde mora com os três filhos – um casal de adolescentes, de seu primeiro casamento, e um menino de 9 anos, do segundo. Tem empregada apenas duas vezes por semana e uma ajuda “relativa” dos ex-maridos. Raramente dorme mais que quatro horas por noite, já que muitas vezes precisa adiantar trabalho de madrugada, além de monitorar o caçula, que é diabético. Na mesa de cabeceira da cama, uma pilha de livros comprados e não lidos. Na mente, a preocupação com os quilos a mais e a falta de tempo para fazer qualquer tipo de exercício. Claudia está sozinha desde a última separação, há cinco anos, e diz que um namorado, agora, seria mais um motivo de estresse. “A emancipação feminina é como um contrato que foi assinado sem ter sido lido direito e que agora precisa ser renegociado”, diz ela. “A vida tornou-se um show que não pode parar.” Antes de dar entrevista a ÉPOCA, Claudia passou no supermercado para comprar pão, leite e banana. Depois de feitas as fotografias, preocupou-se em não parecer mais velha do que é: “Dá para melhorar com Photoshop?”.


Longe de ser uma anomalia, a insatisfação de Claudia com a própria vida é a mesma de milhões de outras mulheres mundo afora. Um estudo de Betsey Stevenson e Justin Wolfers, pesquisadores da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, mostra um surpreendente e acentuado declínio da satisfação feminina nas últimas três décadas – período durante o qual cresceram de forma exponencial as oportunidades de trabalho, as possibilidades de educação e, sobretudo, a liberdade da mulher de decidir sobre a própria existência, prática e afetiva. É possível afirmar, sem nenhum traço de dúvida, que as condições objetivas nunca foram tão favoráveis às mulheres desde o início da história humana. Entretanto, entrevistas anuais realizadas com 1.500 pessoas, homens e mulheres, desde 1972, nos Estados Unidos, mostram um cenário de crescente insatisfação subjetiva. A cada ano que passa, menos mulheres se dizem felizes com a própria vida, enquanto um porcentual cada vez maior de homens afirma estar contente. Isso acontece com mulheres casadas e solteiras, com e sem filhos, bem ou mal empregadas, brancas ou negras, pobres e ricas. A insatisfação atinge todos os grupos e se torna pior à medida que as mulheres envelhecem. Quando jovens, elas se dizem mais realizadas que os homens. Pouco depois dos 40, isso já se inverteu. “A tendência é clara, se manifesta em pesquisas realizadas no mundo inteiro, e vai na direção contrária à que nós poderíamos imaginar”, afirma Marcus Buckingham, especialista em pesquisas e autor de diversos livros sobre macrotendências sociais.

As razões dessa melancolia de gênero são difíceis de apontar com precisão. O estudo, assim como Claudia, tende a enxergar no acúmulo de velhas tarefas e novas responsabilidades a causa dos dissabores femininos. “A vida das mulheres ficou mais complexa e sua infelicidade atual reflete a necessidade de realização em mais aspectos da vida, se comparados aos das gerações anteriores”, dizem Stevenson e Wolfers. “As mulheres foram para a rua, mas mantiveram a responsabilidade emocional pela casa e pela família.” É o pesadelo da dupla jornada, física e emocional, que exaure as mulheres e destrói casamentos.


O problema com essa explicação, bastante óbvia, é que ela ignora a realidade estatística: nos países desenvolvidos, homens e mulheres trabalham o mesmo número total de horas diárias, cerca de 7,9. Os homens fazem 5,2 horas de trabalho pago e 2,7 horas de trabalho doméstico, em média. As mulheres fazem 3,4 horas de trabalho externo e 4,5 horas de trabalho doméstico. Uma pesquisa realizada em 25 países sugere que apenas em locais como Benin e África do Sul as mulheres trabalham muito mais horas por dia.

Outro fator que não ajuda a tese da sobrecarga é que a divisão das tarefas domésticas melhorou sensivelmente nas últimas décadas. Entre 1975 e 2008, o número de horas dedicadas ao trabalho doméstico pelas mulheres caiu de 21 para 17 por semana, enquanto a participação masculina cresceu de seis horas para 13 horas semanais. A mesma tendência se revela nas horas que pais e mães passam com as crianças. Logo, se a divisão de tarefas não é perfeita, ela vem melhorando ano a ano, ao contrário do estado de espírito das mulheres, que só piora. Diz Buckingham: “A infelicidade não parece ser uma questão de horas de trabalho ou de atitude. E a desigualdade em relação ao trabalho doméstico está desaparecendo. Onde está a explicação?”.

Na tentativa de entender, o estudo americano ressalta a extrema valorização da beleza e da juventude em nosso tempo, que afeta mais as mulheres que os homens. Enquanto elas aumentam seu nível de estresse com cosméticos e tratamentos estéticos e cirúrgicos, os homens muitas vezes ficam atraentes com a maturidade. Aos 50, quando as mulheres já deixaram para trás a possibilidade de reprodução, homens grisalhos começam novas famílias e viram pais. Eles podem ser charmosos à maneira de Sean Connery ou bonitos ao estilo José Mayer. Mas das mulheres se espera que continuem depois dos 40 com a aparência que tinham aos 20 anos. “Não adianta mostrar fotos de Sofia Loren maravilhosa aos 75 anos. O fato é que as mulheres envelhecem mais rápido que os homens, e a maioria de nós se incomoda com isso”, escreveu a articulista Penny Vincenzi, do jornal britânico Daily Mail, comentando as angústias femininas captadas pelo estudo. “Eu sou uma mulher abençoada com uma família grande e feliz, mas, ainda assim, me preocupo diariamente com as pelancas do braço e as rugas do rosto, que se multiplicam à velocidade da luz.”

O publicitário paulistano Jaime Troiano faz pesquisas periódicas sobre a mulher brasileira e diz não se surpreender com o crescimento da insatisfação. A multiplicação dos papéis que elas encarnam, ele afirma, pode ser vista claramente na propaganda. “Ao longo do tempo, a mulher tem se tornado alvo de mais mercados. Isso quer dizer que ocupa cada vez mais espaços na sociedade”, diz. Um estudo recente de sua empresa de consultoria mostrou o abismo entre a forma como ela se vê e a mulher que ela idealiza ser. “A maioria se diz simpática, confiável, sincera ou carinhosa, mas gostaria de ser informada, decidida, criativa ou corajosa”, afirma. “Elas querem ser poderosas, criam expectativas de todo tipo, mas ainda veem seu eu real ligado a características historicamente femininas. Isso causa angústia.”

Não se trata, aparentemente, de uma crise objetiva, que demande medidas concretas para sua reversão. Parece, antes, uma crise existencial das mulheres. Depois de quatro décadas de mudanças trepidantes, elas talvez precisem resolver que mundo desejam para si mesmas e que papel gostariam de exercer nesse mundo. Enquanto isso não se esclarece, testam, experimentam e, como mostram as pesquisas, sofrem. “O feminismo funciona em ondas”, diz a psicanalista gaúcha Diana Corso, estudiosa do universo feminino e autora do livro A fada no divã. Diana diz que vivemos o “refluxo” da euforia das décadas de 70 e 80, quando as mulheres se libertaram sexualmente e ingressaram com força no mercado de trabalho. “A mulher que emerge desse momento almeja muita coisa: quer ser a melhor mãe, ter uma carreira maravilhosa e um corpo belo e jovem que produza muitos orgasmos”, afirma a psicanalista. “A mulher emancipada ainda é uma novidade social. Como todo novato, exagera na cobrança das realizações. Não se pode estar plenamente satisfeita em tudo.”


A terapeuta corporal paulistana Olga Torres é bom exemplo das ambiguidades do mundo feminino. Aos 35 anos, ela admite que não descobriu os caminhos que a farão feliz. Casou-se aos 20 anos e, por uma década, preferiu cuidar apenas da casa. Com o tempo, sentiu que precisava trabalhar. Arrumou um emprego e voltou a estudar. A mudança na vida a dois acabou minando seu casamento. Agora vive a experiência inversa: realizada no trabalho, sente falta de ter uma família. E filhos. “Sei que eu não me contento com pouco. Não quero um homem qualquer, mas alguém que seja companheiro e, desta vez, entenda que minha carreira é fator de realização”, diz. Ela admite, também, que as mulheres ainda não sabem o que fazer com tantas opções. “A liberdade de escolha traz um peso enorme.”

Os homens sabem disso há muito tempo. A liberdade masculina, através dos séculos, sempre teve como contrapartida uma carga elevada de responsabilidade e angústia. Isso talvez explique por que os homens brasileiros vivem, em média, sete anos a menos que as mulheres. Ser dono de si, chefe da família, chefe no trabalho ou líder do país são tarefas estressantes – às quais se somam angústias e insatisfações íntimas, que têm de ser relegadas em nome do resto. Essas são contradições e dificuldades que as mulheres começaram a vivenciar apenas nas últimas décadas.

Será que os conservadores, que sempre atacaram o feminismo como antinatural, teriam razão?

Tema de reportagem do New York Times no dia 20 do mês passado, o paradoxo da infelicidade feminina ficou semanas entre as mais lidas e comentadas da versão on-line do jornal americano. “Será que a emancipação feminina beneficiou mais os homens que as mulheres?”, escreveu a colunista Maureen Dowd, conhecida por suas posições antifeministas. Indo mais longe, se poderia perguntar: será que os conservadores, que sempre denegriram o feminismo como antinatural, teriam razão? Será que as mulheres seriam mais felizes se retornassem ao papel tradicional de mãe e esposa? O assunto dividiu opiniões no blog de ÉPOCA Mulher 7x7. “Estou cansada? Culpada pela pouca atenção aos filhos? Sim. Sempre querendo ser a melhor no trabalho e também cuidar da beleza? Sim. Mas ainda assim prefiro a liberdade”, escreveu a leitora Carolina. Outra leitora, Andréa, pensa diferente: “Ao mesmo tempo que nossos direitos se multiplicaram, como acesso à educação, voto, mercado de trabalho, nossas responsabilidades cresceram exponencialmente. Temos de gerenciar casa, carreira, filhos, marido e ainda ser magras, cultas e sexy. Isso é irreal”.

Outros estudos recentes mostram sob outro ângulo o “cansaço” feminino. Na semana passada, o Centro de Estudos Políticos da Grã-Bretanha apresentou uma pesquisa sobre mulheres e trabalho: apenas 12% das 4.600 entrevistadas disseram querer trabalhar o dia todo; 31% declararam que não gostariam de trabalhar fora; 49% das mulheres com filhos de menos de 5 anos disseram que, se o marido trabalha, elas gostariam de ficar em casa. Essa é apenas mais uma de dezenas de pesquisas que apontam para um desejo de “volta ao lar”. De acordo com o censo americano, a participação de mulheres casadas, com filhos, na força de trabalho do país caiu de 59% em 1998 para 55% em 2004, quando vinha em linha crescente nos 22 anos anteriores. Cerca de 5,6 milhões de mulheres ficaram em casa com seus filhos em 2005 – 1,2 milhão a mais que em 1995.

No livro The feminine mistake (O erro feminino, no original uma alusão a The feminine mystique, de Betty Friedan), a jornalista americana Leslie Bennetts, editora da revista Vanity Fair, conclama as mulheres a fugir do que considera um retrocesso histórico. Apresentando argumentos e pesquisas, além de relatos, ela defende a importância do desenvolvimento da mulher como indivíduo à parte da vida doméstica, algo que só se consegue por meio do trabalho e da independência financeira. “Se as novas gerações não acreditam que as mães que trabalham são bons modelos, devem rever seu julgamento”, afirma. “Ter uma família e trabalhar não dará um resultado perfeito, mas é o melhor que se pode ter.” Equilibrar papéis sociais e expectativas parece ser a chave para que as mulheres possam retornar ao caminho da felicidade. Para isso, no entanto, é preciso aceitar a imperfeição. Da vida e da condição humana.

Martha Mendonça. Colaborou Fernanda Colavitti.

Friday, October 16, 2009

Você ainda tem esperança? 24-31 de Outubro. Não dá prá perder!



Sem dúvida alguma, a maior de todas as esperanças do ser humano é a volta de Jesus. Um futuro com esperança, a certeza de um amanhã melhor. Dias melhores virão; essa é a promessa da Palavra de Deus. Todos nós cremos na volta de Jesus. Nós esperamos, aguardamos, preparamo-nos e pregamos o Evangelho.


Com o retorno de Jesus à Terra, teremos a solução de todos os nossos problemas, sobretudo, a vitória definitiva sobre a morte. Mas, se Jesus Cristo não voltar em nossa geração, fico imaginando alguns momentos de dor. Por exemplo: ou eu terei que sepultar a minha mãe, ou ela terá que me sepultar.

Ilustração Imagine a seguinte situação: um homem está sepultando a mãe, quando seu filho de 11 anos se aproxima e, no meio de lágrimas, lembranças, sentimento de perda e saudade, chama o pai no canto e lhe diz: “Pai, estive pensando: será que o senhor poderia aumentar minha mesada?” O que é isso?! Inconveniência, insensibilidade, falta de percepção?

Vamos imaginar outra situação. O médico já deu o diagnóstico e você está perto da sua morte. No hospital, um amigo se aproxima e começa a falar da inauguração do prédio mais alto do mundo em Dubai. Pode parecer estranho, palavras inconvenientes, colocadas em um momento inoportuno.

Situações praticamente impensadas como essas ocorreram há 2 mil anos. Acompanhe conosco um texto bíblico, simples, mas bastante significativo: Mateus 24:1 e 2. “Saindo do templo, Jesus ia-se retirando quando se aproximaram dele os seus discípulos para lhe mostrarem a estrutura do templo. Ele, porém, lhes perguntou: Não vedes tudo isto? Em verdade vos digo que não ficará aqui pedra sobre pedra que não seja derrubada.”

Nessa ocasião, Jesus estava vivendo Seus últimos momentos na Terra. Ele estava ansioso, preocupado, angustiado, sabia as torturas que passaria no Calvário, a separação inevitável com o Pai e que carregaria todos os pecados de todos os seres humanos de todas as eras. E no que os discípulos estavam pensando? Na beleza, na estrutura do templo. Impressionante! Três anos e meio com Jesus, o maior Mestre que o mundo já viu, e eles não conseguiam ver nada além do momento presente. Estavam encantados com a beleza e a estrutura do templo, mas não percebiam que o Templo verdadeiro estava ali em carne humana, Deus em pele humana conversando com eles. No verso 2, Jesus Cristo começa a conversar com eles, destruindo o templo físico e construindo um templo espiritual.

Infelizmente, nossa geração é muito secularizada. A cada dia, milhares e milhares de pessoas se focam no material, no dinheiro, no progresso; preocupam-se com sua promoção no trabalho, anseiam em aprender uma língua estrangeira, angustiamse porque precisam comprar mais uma propriedade ou trocar de carro todos os anos. Parece que ficamos preocupados apenas com nossos sentidos e nos esquecemos do etéreo, do metafísico. Esquecemos que existe algo muito maior preparado e reservado para nós. Todas as esperanças desta Terra e todas as promessas que nos foram feitas foram quebradas. Não existe líder ou político no mundo capaz de resolver o seu ou o meu problema, nosso vazio existencial, nossa dor, nossa angústia, nossa tristeza, nossas inquietudes, nossos questionamentos, nossos traumas, nossos complexos – nada, nem ninguém poderão supri-los.

É por isso que precisamos de esperança, esperança de dias melhores. A Palavra de Deus nos dá essa esperança. Quando Jesus Cristo veio à Terra, Ele disse algumas coisas importantíssimas. Depois de Jesus passar todo esse tempo dizendo que iria morrer, depois de tentar ensinar ao mundo o princípio do Reino dos Céus, os discípulos disseram: “Senhor, sabemos que o Senhor vai morrer e ressuscitar e voltar ao céu. Mas quando o Senhor vai voltar? Quando virá nos buscar?”.

A vinda de Jesus Cristo, a encarnação de Deus, foi um dos maiores milagres que o mundo já viu. Sua morte foi fundamental, pois foi a morte substitutiva pelos nossos pecados. Ele nos dá Sua perfeição se entregamos a Ele nossa podridão, nossos pecados. A ressurreição de Cristo é extraordinária, Ele venceu a morte na ressurreição. Mas sem a promessa do retorno, nada disso teria valor. É por isso que cremos na volta de Jesus.

O mundo está confuso, não sabe para onde ir, não sabe o que fazer, nem como fazer. Mas aqueles que confiam no Senhor, aqueles que buscam sua esperança na Palavra de Deus, encontram em João 14:1 uma das promessas mais lindas de toda a Bíblia. Jesus Cristo olhou para o coração dos discípulos e para as pessoas ao Seu redor e disse: “Não se turbe o vosso coração. Creiam em Deus, creiam também em mim. Na casa do Meu Pai há muitas moradas. Se assim não fosse, eu teria dito a vocês. Vou prepararvos um lugar. E quando eu for, e vos preparar lugar, voltarei e vos receberei para mim mesmo, para que onde eu estiver, estejais vós também.”

Nós vivemos em um mundo de promessas quebradas. Mas Jesus Cristo, nosso Senhor e Salvador, nunca quebrou nenhuma promessa. Se Ele disse que vai voltar, tenha certeza disso: Ele vai voltar.

Durante toda essa semana, vamos acompanhar textos extraordinários da Palavra de Deus. Você perceberá que Jesus Cristo está perto, muito perto, de voltar à Terra. Eu creio nisso, em um futuro com esperança pra você e pra mim. Tudo que é material não é eterno. O essencial é invisível aos olhos. A maior de todas as promessas, a maior esperança e a maior de todas as certezas foi dada há 2 mil anos. Jesus Cristo está voltando à Terra. Preparese para o maior evento da história do planeta, quando eu e você voltaremos para nossa casa, para nosso lar.

Tenho certeza que você não está feliz com o mundo em que vivemos. Tenho certeza que você tem tristezas. Mas Jesus prometeu que irá devolver nossa alegria, e essa alegria ninguém poderá nos tirar. Eu espero muito a volta de Jesus. Essa é a razão pela qual acordo todos os dias; essa é a razão da minha vida. Tenho dois filhos. Nenhuma cidade do mundo é digna para eu educar meus filhos. Gostaria que Jesus Cristo voltasse hoje, porque então poderia educar meus filhos em um lugar sem morte, sem medo, um lugar seguro, de paz. Nenhuma promessa de Jesus é mais encantadora do que essa. Nosso futuro tem esperança.

Onde você poderá assistir a transmissão do evento:


TV Novo Tempo, SKY e Internet (www.novotempo.org.br/tv) : 21h00
Canal Executivo e Internet (www.novotempo.org.br): 19h30 reprise 21h30
Rádio Novo Tempo (www.novotempo.org.br/radio): 20h00

Ou numa igreja Adventista do Sétimo Dia mais próxima de você.


Quero fazer um convite a você: para aguardar e se preparar para a volta de Jesus, você precisa estudar a Palavra de Deus, conhecer Seus planos para sua vida. Por isso, invista tempo na sua salvação e na das pessoas que você ama. Conheça as verdades da Bíblia descubra as lindas promessas de Jesus pra você – e também as coisas que Deus quer você faça e as que Ele quer que você não faça. É muito importante buscar nas Escrituras um norte para sua vida. A volta de Jesus é a mais linda de todas as promessas. Mas existem outras, que te guiarão. A Bíblia é uma lâmpada para nos conduzir nos caminhos certos, de acordo com a vontade de Deus. Que Deus o proteja e abençoe você e sua família. Que, de hoje em diante, você comece a carregar no peito a maior de todas as promessas: a volta de Jesus.


Wednesday, July 15, 2009

Sócrates, o Senado e Sarney

Sócrates fundamentou o racionalismo idealista, sacramentado posteriormente por seu pupilo Platão, com sua metafísica. Para se atingir o ideário socrático a constante indagação deve ser observada. Não se pode consentir com suposições, pré-concepções, preconceitos ou algo que o valha. Especialmente no que tange à confiança muitas vezes depositada cegamente sobre nossa liderança. Nosso país continua a viver o período medieval, no mais representativo absolutismo. Mesmo que por vezes nos rebelemos contra o "status quo", nossos clamores chegam a ser atendidos apenas mediante a congruência de particulares interesses políticos e a vontade popular. Os ruídos de outros tempos, da revolta contra a ditadura, das rebeliões contra a monarquia, da Inconfidência nos soam como frágeis murmúrios. Diria Maquiavel que um povo que não tem ordem, não tem voz ou voto. Só que esta ordem não é hierárquica, piramidal, estabelecida de cima para baixo. Ao contrário – deve ser uma ordem do povo, para o povo e pelo povo. Os Inconfidentes das Minas Gerais se rebelaram contra o quinto, os 20% explorados pelo Império como impostos para sua sustentação. Hoje passivamente aceitamos os quase 40% que nos são cobrados, com quem sabe uma frase de leve descontentamento expressa na mesa de um bar, alguns palavrões e pronto – voltamos à bebedeira, porque isso não é problema nosso, que pagamos dobrado. A riqueza nos fez letárgicos. Passivos.
Em nossa formação, que visa ao ensino, à pesquisa e à produção intelectual, parece-nos que há poucas chances de grande transformação, tendo em vista os altos índices de analfabetismo brasileiros (40% totalmente ou funcionalmente iletrados). Porém nossa esperança reside exatamente no motivo da filosofia: o desejo pelo espanto, pelo desconhecido e o incontrolável. Quando menos esperarmos, toda a história pode ser alterada, e sentimos que a principesca paciência popular parece começar a respingar dos tonéis já quase-de-todo repletos. Sarney que o diga.

AJ.

Lições da Bíblia

Site com o estudo da lição em português. Lições da Bíblia. Da TV Novo Tempo, canal 141 da Sky.

Sunday, February 15, 2009

FILOSOFIA: Mais sites importantes.

Site: Mundo dos Filósofos - vários materiais!

Muito material para pesquisa (sempre indicada nas referências bibliográficas dos trabalhos).

Vídeos de Filosofia

Vídeos da série "Ser ou Não Ser", com a Filósofa Viviane Mosé, exibida no Fantástico. Muitos livros, inclusive o conteúdo completo e interativo d livro da professora de Filosofia da USP, Marilena Chauí. Tudo para downloads gratuitos!! Todo o material será utilizado nas classes de Filosofia e para Pesquisa em classe e em casa.

Thursday, February 05, 2009



Welcome back to school! Hope your semester will be increditable!



AGUARDE - EM BREVE !!